Nada será como antes
Se éramos sós e errantes,
somos agora uno e amantes
Nada será como ontem
Se os dias eram feios e frios
São agora mais que inebriantes
Nada será como pensávamos
Se os sonhos eram opacos, doloridos
São agora reais e recheados e coloridos
Nada será - pois que agora já somos
Se éramos perdidos caminhantes
Somos agora senhor e senhora
Somos donos do destino
Somos como o inocente
Homem
Menino
Mulher
Contentes,
Desatamos nós e correntes
E já não somos impotentes
diante da vida
E já não somos viventes
SOMOS FELIZES
Espaço criado para compartilhar meus escritos. Todos os textos aqui publicados são de minha autoria.
segunda-feira, 5 de março de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Bem Capaz
Tua capacidade de esfriar
o fogo que há em mim
me faz calar a ardência
buscar prudência
e silêncio
Tua certeza em minha falência
Me fez secar as palavras de amor
Me fez pecar sem poder me arrepender
Me fez estancar o sangue que queria jorrar
Me fez pensar se poderia ainda escrever poemas
Tua insistência
Em me fazer pensar, calar, parar
Me fez sentir falta de mim
Tua inteligência
Me fez reconsiderar os atos
Me fez redimensionar os tais hiatos
Mas se fez parecer com aqueles beatos
tão chatos, enfadonhos
tão certos, mas sem sonhos
tão meticulosos, tão sem graça
sentados numa praça cinzenta, sem risco
sentados num banco duro, sem sorte, sem risos
sentados à espera de uma certeza que a vida não garante
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Bem Perto
Minhas madrugadas já não são as mesmas
As poesias saíram de minhas mãos para tomar todo o meu corpo
Saltaram do papel para assaltar, de pronto, minha alma
Tua companhia assombrou meus antigos fantasmas
aniquilando a dúvida
que reinava
em minha calma cansada
em minha fala mastigada
em minha cara entediada
As melancolias cederam espaço às melodias
Tua voz ecoa, entoas os cânticos certos
Estamos cada vez mais perto
E sei, nunca estivemos longe
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Recordações
Aquelas recordações mais que estavam em nossos corações
estavam impressas na nossa alma, presas à nossa história
Já não havia memória ruim que pudesse apagar
já não cabia tristeza ou alegria
já não sabia como se definia
Éramos apenas nós
E éramos o mundo
O Nosso mundo
Profundo e simples
No fundo só e simplesmente
O que sempre houvéramos sonhado
E habitados por desejos, beijos e sonetos
Captados por dedos e mãos, e outros enlaces
Abandonamos os disfarces e entregamo-nos ao devaneio
mais real que a própria vida, que o momento, que o velho medo
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Tão Certa...
Meu romantismo supera qualquer falta de fé
Minha crença no infinito, no superior
É tão certa quanto o chão debaixo de meus pés
É tão aberta e repleta, que não cessa
Que não desiste, que não fica triste
Só interioriza, às vezes
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Adeus
Se sentir saudade de mim, leia minhas poesias
Se sentir saudade do meu corpo, feche os olhos
Se sentir saudade da minha voz, ouça nossa música
Se sentir saudade do que vivemos, finja que estava presente
Se sentir saudade do que não tivemos, pergunte o porque a si
Estou a espalhar minhas partículas pelo vento da vida
Disposta a recompor a verdade
Disposta a lapidar imperfeições
Disposta a orientar emoções
Disposta a viver a sinceridade
Estou voando
Estou ventando
Estou inventando
A minha nova realidade
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Clamor
Quanto mais vejo, mais te sinto
Não são só lampejos, são instintos
Mistérios revelados, mas inconfessáveis
Languidas línguas encontrarão segredos impublicáveis
Longilíneas curvas me farão voltar atrás e volver para ti
Lancinantes, desejosos, sedentos de verdades e sonhos
Foges do fogo certeiro
Finges saber o paradeiro
do teu destino menino sem mim
do teu corpo em desconforto sem o meu
do teu intento, sedento, sem minhas águas
do teu mal de amar sem meu doce confortar
do teu fulgor em dissabor sem meu encantamento
Calma
Minha magia é capaz de acalmar teu coração confuso
Minha alegria é suficiente para rirmos de toda bagunça
Clama
Por meus carinhos e terás o céu
Por meus caminhos e estarás sob a lua
Cheia
De idéias para te agradar, para te amar
De histórias para te contar, para inventar
Cheiras
A pecado, a alfazema, a cravo, a mar
A predicados que fazem eu te implorar
Chamas
Meu nome em noites quentes como o fogo
Meu corpo quando cansas do teu próprio jogo
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