sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Renovando



E assim, de não em não
Fui descobrindo meus 'sins'
E enfim, de grão em grão
Fui despedindo meus fins
propondo-me
a novos começos
a novos tropeços
a novas de mim!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Manto de Mar

Queria ser peixe,
nasci quase mulher
Nasci de uma mulher
para ser mulher inteira
quem pudera, uma sereia...
Transformar-me em peneira
onde perpassassem emoções
luzes, cores e lágrimas salgadas

Despertei com uma cauda
tão linda e longa e reluzente
Certamente me fez diferente
algo desajustada ao ambiente
que me (a)cerca e me oprime
não me vê certa, e me reprime

Desaguar aos pés do mar
é meu consolo
meu sopro
meu canto
meu manto
meu encanto: Odoyá


(In)Verdades Mentais


Que mania temos de querer certezas
De julgar com espertezas da mente
o que pensamos entender

Que maneira temos de querer proezas
De juntar resultados e respostas
De manter os pés no chão
Se não nos permitimos
O vão, o belo, o vago

Que parte nos cabe em nossa própria história
Que lembrança caberá ao fim dos dias na memória
Recordaremos os momentos ditos, ou os que sentimos
Reinventaremos as partes faltantes com verdades ou mitos?

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Adeus, Inertes



Arranca dos cascos e pés
o que não pode tirar d'alma
Arrebenta ondas e correntes
observa erros tão frequentes

Astuta, cavalga pela beira, rumo ao fim
Ávida por vida plena e doce e farta
Abandona o que não serve,
ao que não ferve

terça-feira, 23 de julho de 2013

Fêmea



Não me diga que tua liberdade
Não se aplica aos teus lençóis
Que tuas luas e sóis
Dependem de homens
de nomes e sobrenomes

Não me diga que te sentes pouco
Que sentes oco o coração
Pois não tens namorado

Não me diga que precisas de outro
Que te complete, que te cubra
Que te cumpra promessas
Que te culpe e cobre

Não me dita se te sentes puta,
Pobre mulher
se não sabe quem é
se não sabe o que quer

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Formas Quentes


Imersa em água quente
Molhando desejos latentes
Amornando ideias ardentes
Acalmando doçuras decentes
que descem por todo o corpo

nem sei se se estou vivo ou morto
se o banho é frio ou morno
agora que sinto e sofro

Sou um corpo amorfo
Um gato, um mofo
na parede fina
da escada

A estrada
da vida
ferida

A passagem
secreta
interna
da perna
que o tempo
sempre passa

terça-feira, 25 de junho de 2013

Meu Império: Mistério


Entre mistérios e sortilégios
Abusos e abstinências
procrastinações
e lamentações
construo meu Império
Sem impropérios
futuros ou pretéritos,
meu encanto é o Presente.

Há quem tente me dissuadir
ludibriar e persuadir
com jogos ardis
olhares sutis
Tudo em vão

Meu chão é flutuante mas firme
Meu pão é inebriante mas vive
entre corpo e espírito
mente e intuição
verdade ou não
construção