terça-feira, 25 de junho de 2013

Cansaços e Espaços


Aparentemente cansada,
estou é exausta
Sou incauta
incandescente
indecentemente
apaixonada por tudo e nada

Uma fagulha,
Uma faísca
Uma pista
é o que basta
para a busca

Uma brusca mudança
Uma vasta lembrança
Uma fada, uma trança
Um fado, um bom samba
o que sobra das sombras
das nuvens negras no céu
de meu misterioso véu cinzento

terça-feira, 28 de maio de 2013

Onde Aportas Há Portas?

Sou tudo o que sinto
Nem tudo demonstro, minto
Silencio cantos e pontes e montes
de mim, de tudo o que posso, do que é nosso
Sou várias de mim
Nem todas eu gosto, acostumo
Saúdo prantos e cores e amores
enfim tudo cabe, tudo abre as portas afins

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Vagando














Levou suas mãos à cabeça e pensou:
"Já não sou a mesma!"

Sussurrou ao pé do ouvido do vento:
"Já não temos tempo!"

Serenou pés e pretensões
Aquietou corações
Sossegou ilusões

Salteou por entre dores
Saboreou seus anseios
cheirando à mato
E viu que, de fato
O mundo, o Mago
É solitário e vago

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Casto e Vasto Amor


Casto e vasto
Sentimento
Raro e raso
Entendimento

Sem lamento,
Aguento o torpor
que me invade e inquieta

Deixo a porta aberta
“Entra, brisa do amor!
Me toma, me desperta!”

Sem tormento
Alimento o calor
que me faz melhor
e maior que o medo

quarta-feira, 27 de março de 2013

Laços e Linhas



Vem logo e desamarra o laço!
Já não serve este cansaço
que toma meu corpo
e meu espírito

Vai logo antes que suma o traço
a linha, o fio que corta
a divisória desta porta
o meu vazio

Hálito do Hábito



Sou uma grande brincadora
Bebedora de verdades e mentiras
Para entender meus sonhos e outras realidades

Sou uma guerreira vencedora
Benzedeira de maldades e quebrantos
Parteira de ideias, poemas e caminhos ‘secretos’

Trilho pelo certo, pois pra mim, nem há errado
Há o simples, o natural, o intenso, o sagrado
Pudor maligno adormecer ao amanhecer?
Odor líquido: água doce ou o mais salgado
dos sabores a entorpecer lábios e mentes?
Sementes espalhadas cuidadosamente
sempre geram frutos adocicados?
Salpicadas por sobre as palhas
Bagas não nobres florescem
Desavisadas e puras?
Frescuras
Frescores
do hálito divino
do hábito divino
que me habita



Sou EU




Sou a Deusa que me habita
Sou a água que me leva
Sou o ar que me eleva
Sou a terra que me compõe
Sou o fogo que me transforma

Sou a Deusa que em mim vibra
A minha mãe, minha filha, meu reflexo

Sou a água que em mim circula
A minha lágrima, o meu suor, o meu sangue

Sou o ar que me circunda
Que me faz levitar, voar, transcender

Sou o fogo que queima meus medos
Eu mesma a seladora destes segredos