quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

É Hora




Sinto que é hora de voar
Sentir o chão faltar
Transpor barreiras, volitar
Por sobre os sonhos desfeitos
Voltar a compor a partir da essência

Sinto que é hora de largar
Sentir nos pulmões o ar
Transcender as ilusões
Por intuição certeira, mergulhar
Voltar a inventar a partir do vazio

Sinto que é hora de recomeçar
Sentir na alma o todo
Traduzir em mim o mundo

domingo, 20 de janeiro de 2013

Entre Luas e Linhas


Tocando a lua, vicejei
Emendei a noite com a vida
o breu com as feridas
que quis secar
entre lágrimas

Trocando as pernas, relutei
Empreguei a força protegida
pelas últimas palavras proferidas
que quisera tanto abafar
entre sorrisos


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vivo, Vibro


O grande mistério da vida
é ainda o que me encanta

Minha alma canta sem saber o que
ou sem saber se teria talvez porquê

E este canto silencioso vibra em todo o meu Ser
me embala em braços fortes e macios

E este manto caloroso aquece minhas fibrasE este canto silencioso vibra em todo o meu ser
me embala em braços fortes e macios

E este manto caloroso aquece minhas fibras,
minhas filhas. Todas as partes de mim,antes frias

E esse espanto que me toma, não assombra
imanta em cada célula a presença do Divino

Julia SS
Poema: Vivo, Vibro
minhas filhas. Todas as partes de mim,antes frias

E esse espanto que me toma, não assombra
Imanta em cada célula a presença do Divino

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Para Pôr Aí ou Por Aí


Escrevendo palavras invisíveis
percebi-me vertendo lágrimas

Misturando os sais de banho com meus ais,
os odores angelicais com meus instintos viscerais,
lancei mão dos desejos brutais e mergulhei no sublime
e sutil convite da magia das noites silenciosas e intensas

Extensas horas de vazio
Espessas mágoas
Expressas ânsias




Perfumada por velas e óleos
Inundada
Água e sonho por todos os lados

Letras e fios de cabelo soltos por entre os dedos
fluindo e caindo de minha alma por aí...


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Diabrantes




Olho nos olhos mais diversos
E não vejo grandes progressos
nas artes de amar

 
Fatiados em mil partes
são olhares cansados

Cansativos, fatigados

 

Qualquer brilho esvaiu-se
Qualquer vazio se encheu

de tentativas vãs e foram calando,

endurecendo, ensurdecendo diante de si

diante de tudo, diante do mundo, diante de ti

 

Diariamente podado,
Diamante incrustado

num canto tão recôndito da alma
que já não recorda ter seu brilho

já não pode ser seu filho
o amor que lhe secou

 

Sem som, sem luz, sem cruz, sem bom
Nem mal, nem bem, nem sem, nem com
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Fluindo



A mensagem invade os olhos e ouvidos desatentos, mas sedentos por respostas
As angústias e aflições não veem escape em janelas, tampouco em portas
Se não te importas com nada, o que temes?
Se não navegas mais, para que lemes? 


Silencia, e então escuta:
Deus fala dentro de ti
Ele esconde-se aí
desde sempre 
 

Sussurra docemente Seu amor
Seus segredos, tão explícitos,
desde o início confessos a ti

 
Simplesmente deixe-se ir
é só fluir entre os rios e peixes
é só seguir o barulho das águas
que batem nas pedras até desfazer o limo
que lavam a alma até remover todo o limbo
 

Subitamente perceberás que o vento,
assim como o tempo,
varre o que é preciso
E muitas o que é impreciso
É incrivelmente mais precioso

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Joaninha



Pula de ponta em ponta

Mas não conta meus segredos

Corre de canto em canto

E encanta até os rochedos

 

Mergulha fundo nos mistérios,

mas no mar, fica só na beirinha

Saltita e se joga com os peixinhos, a gargalhar

Sorri e assopra beijinhos faceiros soltos ao ar

 

Alegre e faceira, a minha pequena feiticeira

Doce e dengosa, a criança dadivosa

Traz luz e leveza aos meus dias

Recobra a paz, a melodia

da minha vida-canção

Viva Cosme e Damião