sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por Ele



Linda alma
Lida a calma
com a turbulência dum peito ardente
com a maledicência dum jeito quente

Luta rara
Limpa a cara
Lava as marcas
Leva as manchas
para o fundo dum mar de dores
todas apagadas pelas ondas fortes
duma Força infinita que é o oceano

Se for pra mentir, digo então que amo
Se for pra fingir, finjo então que morro
de amor mesmo, de paixão, então
de exagero e desvelo por ele 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Toda Boa


A vida em si é toda boa
É toda prosa
É toda poesia
É toda um conto
Senão de fadas,
de sereias e duendes

Que importa se doentes
Se enfadonhos
Se velhos
Se cansados?

Temos ervas pra banhar,
benzer e tomar
Temos samba pra alegrar
Temos jovens pra admirar
Temos dias pra viver

A coisa é toda bela
Se olhar pelo lado de cá
A historia não é à toa
Se tem algo a ensinar
E aprender todos sabem,
Todos precisam!
Todos profetizam
Seu azar, e não observam:
Tudo é amar!

sábado, 20 de agosto de 2011

Arde



Tem algo em mim que arde
Que arde tanto
Que é arte, mas nem é tanto
É mais uma vontade insana
de traduzir o que a alma grita
de transcrever o que o peito teima
de amortecer o que ele tanto temia

Sem intenção
Sem mal
Sem mel
Sem sal
Só mar
Só amar
Sem explicação
Sem tradução

Então porque escrever?
Então para que dizer, o que não se diz?
Porque, se eu pudesse, faria o que não fiz...

Desligo e Percebo



Desligo tudo
Desligo-me
Só não desconecto-me do calorzinho que me toma o peito
Desconcerto-me ao me pegar pensando em tudo e nada
A sensação é tão simples, e tão profunda...
É algo que me inunda
Me assusta, mas me apraz
Me encanta e me refaz

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

(Sem) Tempo


Pra que falar de tempo, se tempo não se tem
Se tempo não se acha, não só se perde
Só se repete
Só repetem-se
os dias
os erros
As tentativas vãs
por entre pequenos vãos,
por onde escorrem os silêncios

O tempo não engana mais ninguém
Alguéns é que fingem o tempo todo 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Escutas?


Escutas?
É o vento
É senhor,como o tempo
É silencioso,às vezes
Mas não sempre
É delicioso sempre
Mas sorrateiro,às vezes

Pronta!





Teus sons são sufocantes
Tem de tudo e mais
Tem tudo demais
para quem está desacostumado
para quem está desatinado 
desesperado
desesperançado
despedaçado
depois daquela tempestade
depois daquela boa amizade
que jurava: viraria bom amor!

Teus tons inebriantes
têm a mistura mais alucinante
Têm os odores mais atrativos
Temperos os mais convidativos
Me sinto cheia de desejos criativos
Me sinto tonta, pronta pra outra
Pronta para a grande prova da vida
Pronta pra esquecer todas as feridas
e mergulhar nas ondas revoltas do mar grosso
nada manso, mas forte e intenso como deve ser o amor